
Perigo pelos flancos
A pressão inicial da Polônia não foi tão forte quanto se imaginava. A Grécia, nos primeiros minutos, até conseguia sair um pouco de trás, mesmo que sem qualquer objetividade. A equipe grega apenas trocava passes com cadência para esfriar o ritmo polonês.
Já os anfitriões, quando tinham a bola, eram bem mais envolventes. A equipe da casa utilizava principalmente os dois flancos do gramado para tramar jogadas velozes e confundir a marcação grega. A Polônia não fazia uma blitz no início de partida, mas quando chegava, levava perigo ao gol de Chalkias.
Saída errada e gol de abertura do placar
A Grécia vinha apresentando problemas em sua saída de bola antes mesmo do lance que originou o primeiro gol da Euro 2012. Os erros de passe do time grego serviram como prenúncio da ação que acabou resultando no gol de Lewandowski.
O time grego tinha a bola dominada e saía para o ataque quando errou, proporcionando a chance da Polônia arrancar em velocidade pela direita. Blaszczykowski acionou Piszczek e o lateral cruzou na medida para o centroavante Lewandowski, que mandou de cabeça para as redes, aos 17 minutos.
A Grécia sai com lentidão
A Polônia ainda teve mais alguns minutos de pressão depois de marcar o gol, mas aos poucos os gregos começaram a sair de trás e tomar mais a iniciativa do jogo. Isso não significou, porém, que tenha assumido o controle da partida.
A equipe grega saía tocando a bola de forma muito lenta, sem agilidade suficiente para movimentar as linhas polonesas e criar algum espaço. Com isso, a única alternativa para transformar a posse de bola em lances mais efetivos era a bola alta na área. Enquanto isso, a Polônia seguia perigosa nos contra-ataques, mostrando-se superior em campo.
Expulsão polêmica
Aos 43 minutos do primeiro tempo, o árbitro claramente prejudicou a Grécia ao dar a Sokratis o segundo cartão amarelo e, consequentemente, o vermelho. O primeiro amarelo já havia sido exagerado, dado em uma disputa normal pelo alto entre o zagueiro grego e Lewandowski.
O segundo amarelo também foi sem explicação, já que Murawski escorregou no gramado antes de cair na disputa com o defensor. O árbitro preferiu marcar a falta e dar o segundo cartão amarelo ao jogador, para desespero dos gregos.
O empate surpreendente
O empate da Grécia parecia algo incomcebível da maneira com que o primeiro tempo terminou, mas logo no início da segunda etapa, quando a Polônia dava mostras de que poderia ampliar o marcador, os gregos tramaram uma jogada de qualidade para igualar o marcador.
Torosidis recebeu do lado direito do gramado após boa troca de passes da Grécia e cruzou à meia altura. O atacante Gekas dividiu com a marcação e a bola sobrou limpa para Salpingidis, que só teve o trabalho de empurrar para o gol vazio, aos cinco minutos. 1 a 1.
A Polônia desconjuntada
Com a vantagem de ter um jogador a mais em campo, a Polônia naturalmente foi para cima da Grécia em busca da recuperação da vantagem no placar, mas o time já não tinha a lucidez e velocidade do primeiro tempo para confundir a marcação.
Os jogadores poloneses claramente mostravam nervosismo e carregavam demais a bola. As tramas coletivas desapareceram e a Polônia limitava-se a levantar bolas para a área da Grécia ou tentar arremates de longe, sem sucesso.
A grande chance da Grécia
Enquanto segurava-se bem na defesa, a Grécia mostrava bem mais qualidade em seu toque de bola de meio-campo do que no primeiro tempo. Com isso, mesmo com um a menos em campo, levava mais perigo ao gol polonês.
O resultado foi o lance em que teve a melhor chance para virar o placar. Salpingidis recebeu passe precioso de Samaras por trás da defesa, deu um toque driblando Szczesny, mas foi derrubado pelo goleiro. Pênalti e expulsão do camisa 1 da Polônia. Na cobrança, porém, Karagounis bateu e Tyton, que recém havia entrado, voou no canto esquerdo para espalmar.
Tentativas finais
Jogando em casa e tentando aproveitar o apoio de seu torcedor, a Polônia partiu para a pressão nos minutos finais. As tentativas dos anfitriões não tinham qualquer organização e limitavam-se aos já batidos levantamentos para a área.
Enquanto isso, a Grécia administrou o empate com consciência, sempre trocando passes para fazer o tempo passar quando tinha a posse da bola.














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