
Um Corinthians mais consciente
Os primeiros minutos de partida tiveram Santos e Corinthians alternando-se na busca da iniciativa ofensiva. O time de Tite, porém, era claramente mais organizado e consciente que a equipe mandante.
O Timão buscava principalmente o lado esquerdo, com a aproximação de Fabio Santos, Emerson e, eventualmente, Alex, para tabelar. A troca de passes era no ritmo característico da equipe, com paciência para construir os espaços e movimentar a defesa adversária.
O Santos, por outro lado, mostrava uma clara falta de paciência na construção das jogadas. Os jogadores santistas aceleravam demais em momentos em que a defesa corintiana estava bem postada e, portanto, impedia as investidas do rival.
Um golaço de Emerson
Foi justamente em um lance com uma longa troca de passes, mostrando a paciência corintiana para construir as jogadas, que a equipe de Tite abriu o marcador na Vila Belmiro.
A jogada começou pelo lado direito até que Paulinho foi acionado pelo meio. Ele arrancou e abriu para o lado esquerdo, onde encontrou Emerson com liberdade para dominar e bater colocado, com extrema precisão, no ângulo esquerdo do goleiro Rafael. Corinthians 1 a 0.
Iniciativa sem sucesso
O Santos naturalmente partiu para cima do Corinthians depois de sofrer o gol, mas seguia encontrando extremas dificuldades para criar diante da eficiente marcação adversária.
A equipe visitante postava-se bem na defesa, fechando-se em duas linhas de quatro. O posicionamento forçava o Santos a trabalhar um pouco mais a bola, mas mesmo o ritmo mais cadenciado não foi suficiente para furar o forte bloqueio corintiano.
A única exceção veio nos minutos finais da primeira etapa, quando uma boa tabela entre Adriano e Juan levou o lateral para dentro da área e ele rolou para Elano, deixando-o de frente para o gol. A finalização do meia, porém, foi travada por Fabio Santos.
O Santos lento demais
Se no primeiro tempo o problema principal do Santos era estar acelerado demais, na segunda etapa foi o contrário. Diante da fechada defesa corintiana, a equipe santista cadenciou o jogo demasiadamente e, assim, não conseguiu criar chances de gol.
A iniciativa santista levava a equipe até as imediações da área corintiana, mas a partir daí, faltava velocidade para desestabilizar a marcação. Com isso, apesar do total controle territorial e de posse de bola, a equipe mandante raramente construia oportunidades claras para marcar.
Tensão e expulsão
Por volta dos 30 minutos do segundo tempo, um momento de entradas violentas e confusões em campo acabou por deixar o Corinthians com um jogador a menos em campo.
Primeiro, Neymar deu uma entrada duríssima em Leandro Castán, no campo ofensivo do Santos. O camisa 11 recebeu o cartão amarelo, depois de uma discussão generalizada entre os jogadores dos dois clubes.
Logo depois, no campo defensivo santista, Neymar veio buscar o jogo e Emerson entrou de carrinho na estrela. O atacante já tinha cartão amarelo e, com o lance, recebeu o segundo e, consequentemente, o vermelho.
Pressão e apagão
Logo após a expulsão, o Santos intensificou sua pressão e passou a cruzar bolas perigosas para a área corintiana. O 'abafa' santista, agora com um jogador a mais em campo, obrigou Cássio a fazer grandes defesas para impedir o gol.
Justamente neste momento em que o Santos crescia na partida, veio o apagão. Caiu a energia dos refletores da Vila Belmiro, interrompendo o jogo aos 37 minutos da segunda etapa.
Sem o mesmo ímpeto
No reinício da partida, após 17 minutos de paralização, o Santos já não mostrou o mesmo ímpeto ofensivo de antes do apagão. O Corinthians conseguiu se segurar atrás e garantir a importante vitória na Vila Belmiro.














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